
Ansiedade de separação em cachorro
Latidos, choro e estragos quando o cão fica sozinho podem ser sinal de sofrimento. Entenda o que está por trás e como a avaliação clínica comportamental ajuda.
Conheça a Dra. Bianca SantanaA ansiedade de separação no cachorro é um quadro de sofrimento que aparece quando o cão fica longe da pessoa, ou das pessoas, a quem é apegado. Não é birra nem vingança: é um estado emocional difícil, que ele não consegue regular sozinho. Nesta página você entende os sinais, as causas mais frequentes e como a Dra. Bianca Santana, médica veterinária, conduz o tratamento.
Como reconhecer os sinais
Assistir ao vídeo da @dog.phd: Sinais que podem indicar ansiedade de separação quando o tutor sai de casa. (abre no Instagram)Muitos tutores descobrem o problema pela reclamação de um vizinho ou ao voltar e encontrar a porta arranhada. Os sinais mais comuns são:
- latidos, uivos ou choro insistente depois que você sai;
- destruição concentrada em portas, janelas e objetos com o seu cheiro;
- xixi ou cocô fora do lugar só quando o cão está sozinho;
- salivação, respiração ofegante, andar de um lado para o outro;
- agitação enquanto você se arruma para sair e festa exagerada na volta.
O Manual Veterinário MSD descreve que esses sinais costumam começar nos primeiros 15 a 30 minutos depois da saída do tutor, muitas vezes já durante os preparativos. Por isso, gravar o cão sozinho em casa é tão útil: o mesmo manual trata o vídeo como uma ferramenta valiosa para o diagnóstico. Se o seu cão destrói tudo quando fica sozinho, mas só nessas horas, a suspeita fica mais forte.
Nem todo estrago é ansiedade
Filhotes que ainda estão aprendendo onde fazer as necessidades, cães entediados ou com energia acumulada e cães que têm pavor de barulho também podem bagunçar a casa na ausência da família. Um cão que late o dia inteiro por alerta ou frustração precisa de outro caminho; se o barulho é a queixa principal, vale ler sobre os motivos de um cão latir demais. Separar esses quadros é uma das tarefas da avaliação.
Por que acontece
Não existe uma causa única. Costumam pesar:
- histórico: cães que passaram por abandono, troca de lar ou longos períodos em abrigo;
- mudanças na rotina: volta ao trabalho fora de casa depois de um período juntos, mudança de endereço, chegada de um bebê, perda de alguém da família;
- um susto sozinho: o manual MSD cita que um evento assustador durante a ausência, como um trovão, pode desencadear o quadro;
- pouca prática de ficar só: o cão que nunca aprendeu, aos poucos, que ficar sozinho é seguro;
- fatores de saúde: dor, desconforto e alterações do envelhecimento podem aumentar a insegurança e precisam ser investigados.
A literatura veterinária também registra uma ligação frequente entre medo de barulhos e dificuldade de ficar sozinho. Quando o cão tem os dois, o plano precisa considerar ambos. A ansiedade de separação pode ainda fazer parte de um quadro emocional mais amplo; nesse caso, ajuda conhecer outros sinais de ansiedade no dia a dia do cão.
Por que bronca e castigo pioram
Chegar, ver o sofá rasgado e brigar com o cão é uma reação compreensível. Só que ela não ajuda. O cão não liga a bronca ao que fez horas antes; ele liga a sua chegada a um momento de tensão. Com isso, a próxima ausência fica ainda mais carregada.
A Sociedade Americana de Comportamento Animal Veterinário (AVSAB) recomenda apenas métodos baseados em recompensa, inclusive no tratamento de problemas de comportamento, e aponta que métodos aversivos estão associados a mais ansiedade e a respostas agressivas. Coleiras de choque ou castigos para “fazer parar de latir” entram nessa conta: podem calar o sintoma por um tempo e aumentar o sofrimento que está por trás dele.
Como é o tratamento com a Dra. Bianca
0:52Assistir ao vídeo da Dra. Bianca: Um dos primeiros sinais clínicos da ansiedade de separação é a incapacidade de relaxar (0:52)O tratamento começa pela avaliação clínica comportamental. Nela, a Dra. Bianca levanta o histórico do cão, a rotina da casa, como são as saídas e as voltas, o que acontece nos primeiros minutos de ausência e se há algum fator de saúde envolvido. Os vídeos que você grava do cão sozinho entram nessa leitura.
Com o caso entendido, ela monta um plano para a sua realidade. Em geral ele combina:
- ajustes de rotina e de ambiente para diminuir o sofrimento enquanto o cão aprende;
- treino gradual de ausências, curtas o bastante para ele continuar tranquilo e aumentadas no ritmo dele;
- mudanças nos rituais de saída e de chegada;
- atividades que ajudam o cão a se acalmar sem você por perto;
- quando necessário, a avaliação de medicação, que só é indicada em consulta presencial.
O acompanhamento segue ao longo do processo, com ajustes conforme o cão responde. Cada cão tem o seu tempo, e a participação da família faz diferença em todas as etapas.
Presencial, online ou Matilha
Em SP e região, a consulta pode acontecer no ambiente do cão, onde a dinâmica das saídas aparece de verdade. Veja como funciona o atendimento em casa e quais cidades estão nas rotas. Para quem mora em outro estado, a consulta clínica comportamental a distância, para todo o Brasil é um bom ponto de partida. Em alguns casos, depois da avaliação, a Dra. Bianca pode indicar a Matilha Terapêutica, uma imersão de 15 dias na sede da DogPhd, em Araçoiaba da Serra.
Quando procurar ajuda logo
Não espere o quadro passar sozinho se:
- o cão se machuca tentando sair, quebrando unhas ou dentes, ou tenta pular janela ou varanda;
- ele para de comer ou de beber enquanto está só;
- há conflito sério com vizinhos ou com o condomínio por causa do barulho;
- os sinais aumentaram depois de uma mudança na casa;
- você já tentou várias coisas e o cão parece cada vez mais aflito.
Quanto antes o caso for avaliado, mais cedo a rotina pode ser organizada para aliviar o cão e a família.

Quem vai atender o seu cão
Dra. Bianca Santana
Médica veterinária, à frente da DogPhd
- Mais de 14 anos de experiência prática em comportamento canino
- Formada em Medicina Veterinária, com formação em análise do comportamento aplicada ao bem-estar animal
- Mais de 10 anos conduzindo casos com matilha
- Sede da DogPhd em Araçoiaba da Serra (SP)
Avaliações no Google
O que tutores atendidos pela DogPhd escreveram no perfil do Google, com o texto original.
O trabalho da Bia é de excelência! Recomendo demais
Foi incrível poder ver o trabalho da Bianca junto com a matilha dela. Eles cuidaram muito bem do meu cachorro. Fiquei extremamente segura e feliz com o comportamento dele durante e após a estadia na Dog Phd. Recomendo muito!
A Bianca faz a diferença nas nossas vidas desde que pegamos a nossa Serena! Profissional extremamente competente, atenciosa, confiável e cuidadosa! Deu dicas valiosas para lidarmos com as dores e as delícias de ter uma filhote dentro de um apartamento! Hehe Além de ser uma pessoa incrível e dona de uma matilha muito especial! 💜
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O Chico veio para casa com quase 8 meses de idade, com pouca, ouso dizer, nenhuma socialização. Era um cão extremamente reativo. No alto dos seus 3,6 kg, latia para tudo e para todos.
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Tinha um medo específico de mulheres: rosnava, tentava morder a canela. Também não podia receber visitas e, quando recebia, elas mal podiam se mover.
Comecei o adestramento pouco tempo depois que ele chegou. Ele aprendeu os comandos muito rápido, mas a socialização continuava bem difícil.
Após visitar minha família em Minas (e vivenciar episódios intensos de reatividade com as mulheres da casa ) vi que as viagens de fim de ano não seriam tão tranquilas quanto eu imaginava. Foi quando decidi procurar a Bianca para uma avaliação.
Conversamos bastante sobre o histórico do Chico e a rotina que levávamos, e entendemos que a imersão com a matilha seria o tratamento mais indicado para nós dois.
Com muita paciência, profissionalismo e respeito ao tempo atípico do Chico (acredite, está pra nascer mais desconfiado), a Bianca conseguiu baixar a guarda dele.
Hoje, ele é um cão que senta e deita para esperar e relaxar, algo que eu nunca tinha visto antes da imersão. Antes, era extremamente alerta: vivia em pé e, até para dormir, se posicionava de forma que facilitasse levantar rapidamente. Agora, dorme deitado de lado, completamente relaxado.
Após a imersão, foi aprovado em duas creches. Também notei uma grande evolução nos treinos, e ele já permite uma aproximação maior de pessoas desconhecidas. Hoje, frequenta uma creche cujo manejo é feito apenas por mulheres e interage bem com outros cães, algo que, no cenário anterior, eu não conseguiria imaginar.
Adotei uma cachorrinha vítima de maus tratos e a Bianca soube me orientar em todo o manejo e dessensibilização dela. Em um mês seguindo as orientações já tivemos avanços. Hoje minha cachorrinha faz as necessidades no local correto, permite que eu dê banho, brinca com brinquedos, corre e demonstra alegria. Recomendo o trabalha da Bianca, ela tem conhecimento, experiência e não recorre à violência!
Bianca mudou a vida do Pepi e Senna. A ansiedade de separação do Senna foi muito atenuada, nunca mais tivemos reclamações de latidos e o Pepi também ficou muito mais confiante e independente. O adestramento com a matilha realmente é muito efetivo e Bianca é uma super profissional.
Resgatamos um filhote em setembro, moramos em apartamento, e tivemos muitos problemas de comportamento com a cachorra, no sentido de roer os móveis, latir descontroladamente, a ponto de incomodar os vizinhos, comer comida que está na mesa, pular nas pessoas, fazer as necessidades em locais inadequados etc.
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A situação estava muito conflituosa no ambiente familiar, pois gerava muito stress, principalmente, nos horários das refeições em família, pois acabava sendo um verdadeiro duelo. Muitos familiares e pessoas próximas insistiram que deveríamos doar a nossa cachorra devido ao dia-a-dia conturbado que acarretava. Contudo, como gostamos muito da nossa au-au, resolvemos procurar o adestramento a fim de resolver essas questões inconvenientes e, para a surpresa, encontramos a Bianca. Agendamos uma visita para fazer um primeiro contato e logo de imediato, a Bianca nos passou uma confiança muito grande no trato com nossa cachorra, algumas primeiras questões posturais e de interação já demonstraram serem eficazes naquele primeiro momento. Com isso, acabamos fechando o período de adestramento com ela, nesse interim, ela nos passava vídeos da rotina do adestramento e dicas para lidar com questões de muita ansiedade e de apelo por atenção que nossa cachorra tem. Uma recomendação que passo para quem contratar o serviço é fazer anotações de todos os áudios, pois serão inúmeras dicas valiosas e que são fáceis de se perder com tantos áudios, além de ficar um guia-rápido para lidar com qualquer questão que deixe o tutor indeciso com seu cachorro. Após o período de adestramento, nossa cachorra retornou muito mais sociável do que estava. As questões de inconveniência relatadas foram dirimidas em grande parte, outras ainda permanecem, mas dentro da normalidade esperada para um filhote. Nossa postura, pelas dicas que nos foram passadas, também, tem ajudado bastante a manter o adestramento em linha com que esperamos de um cachorro tranquilo e o dia-a-dia em família tem sido muito mais sadio. Espero que esse relato ajude muitas pessoas a acreditar que o adestramento é um serviço tão importante quanto outras questões que são impreteríveis ao pet, como a vacinação, a castração, os cuidados estéticos e de remédios que acabam gerando custos que nem sempre algumas pessoas veem como necessários por se tratar de apenas um cachorro, mas que criam enormes inconvenientes que ficam difíceis de medir com a rotina diária da família. Muito obrigado Bianca!
Depoimentos de pacientes
Tutores contam, em vídeo, como foi o acompanhamento do cão com a DogPhd.
Mais vídeos no canal da DogPhdPerguntas frequentes
Como saber se meu cachorro tem ansiedade de separação?
Os sinais aparecem quando ele fica sozinho ou longe da pessoa a quem é mais apegado: latidos, choro, destruição perto das portas, xixi fora do lugar, salivação. Gravar o cão nos primeiros minutos depois da sua saída ajuda a ver o padrão. A avaliação clínica separa a ansiedade de outras causas, como tédio ou medo de barulho.
Cachorro que chora quando fica sozinho tem sempre ansiedade de separação?
Nem sempre. Alguns cães choram por pouco tempo e logo se acalmam; outros seguem aflitos durante boa parte da ausência. O que pesa é a intensidade, a duração e os outros sinais que aparecem junto.
Ter outro cão em casa ajuda?
Não é uma saída certa. Muitos cães com esse quadro sentem falta de uma pessoa específica, e não de qualquer companhia. Antes de trazer outro animal, vale avaliar o caso com calma.
Dá para tratar a ansiedade de separação com consulta online?
Em muitos casos, sim. A consulta clínica comportamental online atende todo o Brasil e custa R$ 360; os vídeos do cão sozinho são muito úteis nela. Se for preciso avaliar medicação, a Dra. Bianca indica a consulta presencial.
Quanto tempo dura o tratamento?
Depende do cão, da intensidade do quadro e da rotina da família. O treino de ausências avança no ritmo do animal, e o plano é ajustado no acompanhamento. Não existe um prazo fixo.
Agende uma avaliação
Conte o caso do seu cão. A Dra. Bianca responde pelo WhatsApp com os próximos passos.
Fontes
- Behavior Problems of Dogs, MSD Veterinary Manual (versão profissional, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Behavior Problems in Dogs, Merck Veterinary Manual (versão para tutores, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Position Statement on Humane Dog Training, AVSAB (2021, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
Atualizado em 07/11/2026.




