Pular para o conteúdo
DogPhd Comportamento Canino
Brinquedos para um filhote mordendo muito: border collie deitado na grama com uma bola laranja e um brinquedo de borracha preto, ao lado de um golden retriever

Filhote mordendo muito: o que é normal e o que fazer

Morder faz parte da fase de filhote, mas a forma de brincar pode ser ensinada. Veja o que é esperado em cada idade, por que a bronca atrapalha e quando a mordida pede avaliação.

Conheça a Dra. Bianca Santana

Um filhote mordendo muito as mãos, os pés, a barra da calça e o pé da mesa é uma das cenas mais comuns nas primeiras semanas em casa. Na grande maioria das vezes, ele não está sendo agressivo: está brincando e conhecendo o mundo com a boca. Isso não quer dizer que a família precise só aguentar até passar. Dá para ensinar o filhote a brincar sem machucar, e o ideal é começar cedo. Aqui você entende o que é esperado em cada idade, o que costuma piorar as mordidas e em que situações vale pedir ajuda.

Por que o filhote morde tanto

Filhotes não têm mãos. Para descobrir se uma coisa é macia, se mexe ou tem gosto bom, eles usam a boca. É por isso que roer e morder estão entre as queixas mais comuns dessa fase: explorar e brincar, para o filhote, passa pela boca.

A brincadeira em si também envolve dentes. O manual MSD descreve o brincar como um comportamento normal e ritualizado: pular, perseguir, mordiscar e morder de leve podem parecer uma briga, mas não têm a intenção de ameaçar nem de ferir. Essas mordidas raramente viram agressividade, mas podem ficar exageradas a ponto de machucar.

Existe ainda um detalhe que muita família reconhece: o filhote que fica muito agitado durante o jogo morde mais forte. E um cão superexcitado tem mais risco de reagir mal se o estado emocional dele mudar de repente. Por isso, aprender a baixar a intensidade da brincadeira faz parte da educação.

O que é esperado em cada idade

Cada filhote tem o seu ritmo, mas alguns marcos ajudam a entender o que está acontecendo:

  • 3 a 5 semanas: começam a nascer os 28 dentes de leite.
  • 3 a 8 semanas: a atenção social do filhote está voltada sobretudo para outros cães, quando eles estão por perto.
  • 5 a 12 semanas: o interesse passa a se voltar para as pessoas. É a fase em que a maioria dos filhotes chega à nova casa. O Manual Veterinário Merck considera por volta de 8 semanas a melhor idade para a adoção e recomenda não separar o filhote da ninhada antes de 7 semanas e meia, salvo quando não há alternativa.
  • até 16 a 20 semanas: é o período em que o filhote aprende com mais facilidade a lidar com o que é novo. Ele continua aprendendo depois, só que mais devagar.
  • 4 a 5 meses: os dentes permanentes começam a aparecer. Aos 7 meses, os 42 dentes do adulto já estão todos presentes.
  • 6 a 9 meses: chega a maturidade sexual, um pouco mais tarde nas raças gigantes.
  • 12 a 36 meses: é a maturidade social, faixa em que problemas de agressividade e ansiedade tendem a aparecer.

Com qual idade o filhote para de morder

Essa é a pergunta que todo tutor faz, e a resposta honesta é que não existe uma data. A troca de dentes termina por volta dos 7 meses, mas a mordida nas pessoas tem muito a ver com aprendizado: se morder a mão sempre rende uma brincadeira animada, o filhote tem bons motivos para continuar. Quando ele encontra opções melhores para usar a boca, as mordidas na pele tendem a perder espaço. O tempo disso varia de um cão para outro.

Como ensinar o filhote a morder menos

Capa do vídeo da DogPhd sobre filhote mordendo: a Dra. Bianca Santana segura no colo a filhote Aurora, de pelo claro, com o título "Isso não é comportamento de filhote"Assistir ao vídeo da @dog.phd: A Aurora, filhote de 3 meses, e como ensinar onde, quando e como morder e explorar. (abre no Instagram)
A Aurora, filhote de 3 meses, e como ensinar onde, quando e como morder e explorar.Ver no Instagram
  1. Dê coisas boas para roer. A casa precisa oferecer saídas seguras para a vontade de mastigar, brincar e descansar: brinquedos de roer, brinquedos recheados com comida e comedouros que liberam ração aos poucos. Deixe sempre algum ao alcance e troque de vez em quando para manter o interesse.
  2. Brinque longe da sua pele. Cabo de guerra, buscar a bolinha, esconde-esconde, correr junto e sessões curtas de treino com recompensa gastam energia sem colocar a boca do filhote nas pessoas. Usar a mão como brinquedo mistura as regras.
  3. Pare o jogo na hora. Quando os dentes encostarem na pele, encerre a interação de forma calma, sem grito. Logo em seguida, ofereça uma atividade permitida, como um brinquedo, para que ele não fique frustrado.
  4. Combine as regras com toda a família. As regras da brincadeira precisam ser claras e iguais para todos. Se uma pessoa deixa morder e outra não, o filhote não entende o que se espera dele.
  5. Peça um comportamento antes do que ele quer. Pedir que o filhote sente antes de receber comida, um brinquedo ou atenção ensina autocontrole de um jeito simples.
  6. Recompense o que você quer ver. Reforce os comportamentos desejados e evite ou previna os indesejados. Um petisco quando ele escolhe o brinquedo em vez da sua mão vale mais do que dez broncas.
  7. Organize a casa para os momentos sem supervisão. Portão, cercadinho ou um cômodo preparado evitam que o filhote ensaie mordidas em móveis e fios quando ninguém está olhando. Uma boa rotina começa atendendo às necessidades sociais e físicas do filhote e depois inclui períodos de descanso num lugar seguro.

Se você está começando agora com um filhote e quer um plano para a casa toda, a orientação desde a chegada do filhote inclui o manejo das mordidas, a rotina e a educação sanitária. Se o xixi pela casa também é um desafio, veja por que o cão faz as necessidades fora do lugar certo.

O que costuma piorar as mordidas

Na hora da dor, a reação natural é gritar, empurrar ou segurar o focinho. O manual MSD desaconselha esse tipo de punição: bronca e empurrão podem levar o filhote a ter medo do tutor, a morder para se defender ou a ficar em conflito durante o contato. Em alguns filhotes, a reação da pessoa ainda funciona como convite para continuar o jogo.

Também atrapalham:

  • brincadeiras que só terminam quando o filhote está exausto e muito excitado;
  • crianças correndo e gritando com o filhote atrás, sem um adulto mediando;
  • deixar o filhote o dia inteiro sem nada para roer e sem gasto de energia.

Quando a mordida pede avaliação

A maior parte das mordidas de filhote é brincadeira. Alguns sinais, porém, mostram que existe algo além disso:

  • ele rosna, fica com o corpo rígido ou morde quando é tocado, pego no colo, escovado ou durante o banho;
  • protege comida, ossos ou brinquedos e avança quando alguém se aproxima;
  • as mordidas machucam e estão aumentando, mesmo depois de mudanças na rotina;
  • o filhote não consegue se acalmar e passa de animado a descontrolado com facilidade;
  • ele também demonstra muito medo de pessoas, barulhos ou lugares novos;
  • há crianças pequenas em casa e a convivência está ficando tensa.

Quando a mordida vem com esses sinais, vale ler sobre o cão que morde por medo, dor ou disputa e procurar orientação cedo. A fase de filhote é a melhor hora para ajustar o caminho.

A Dra. Bianca Santana, médica veterinária, avalia o filhote dentro do contexto da casa: a rotina, as brincadeiras, a família e a saúde dele. Para quem mora longe, a consulta por vídeo com a família e o filhote permite montar o plano com base em vídeos do dia a dia. Se em algum momento houver indicação de medicação, essa decisão é tomada em consulta presencial.

Dra. Bianca Santana, médica veterinária de comportamento canino, sorrindo de chapéu e óculos de sol, abraçada a um rottweiler de coleira com o nome Mamba

Quem vai atender o seu cão

Dra. Bianca Santana

Médica veterinária, à frente da DogPhd

  • Mais de 14 anos de experiência prática em comportamento canino
  • Formada em Medicina Veterinária, com formação em análise do comportamento aplicada ao bem-estar animal
  • Mais de 10 anos conduzindo casos com matilha
  • Sede da DogPhd em Araçoiaba da Serra (SP)
Conheça a trajetória da Dra. Bianca

Avaliações no Google

O que tutores atendidos pela DogPhd escreveram no perfil do Google, com o texto original.

O trabalho da Bia é de excelência! Recomendo demais

Joice Passosno Google, junho de 2025

Foi incrível poder ver o trabalho da Bianca junto com a matilha dela. Eles cuidaram muito bem do meu cachorro. Fiquei extremamente segura e feliz com o comportamento dele durante e após a estadia na Dog Phd. Recomendo muito!

Rafaela Parpinelno Google, outubro de 2024

A Bianca faz a diferença nas nossas vidas desde que pegamos a nossa Serena! Profissional extremamente competente, atenciosa, confiável e cuidadosa! Deu dicas valiosas para lidarmos com as dores e as delícias de ter uma filhote dentro de um apartamento! Hehe Além de ser uma pessoa incrível e dona de uma matilha muito especial! 💜

Camila Lisboano Google, maio de 2024
Ver mais 4 avaliaçõesMostrar menos avaliações

O Chico veio para casa com quase 8 meses de idade, com pouca, ouso dizer, nenhuma socialização. Era um cão extremamente reativo. No alto dos seus 3,6 kg, latia para tudo e para todos.

Ler maisMostrar menos

Tinha um medo específico de mulheres: rosnava, tentava morder a canela. Também não podia receber visitas e, quando recebia, elas mal podiam se mover.

Comecei o adestramento pouco tempo depois que ele chegou. Ele aprendeu os comandos muito rápido, mas a socialização continuava bem difícil.

Após visitar minha família em Minas (e vivenciar episódios intensos de reatividade com as mulheres da casa ) vi que as viagens de fim de ano não seriam tão tranquilas quanto eu imaginava. Foi quando decidi procurar a Bianca para uma avaliação.

Conversamos bastante sobre o histórico do Chico e a rotina que levávamos, e entendemos que a imersão com a matilha seria o tratamento mais indicado para nós dois.

Com muita paciência, profissionalismo e respeito ao tempo atípico do Chico (acredite, está pra nascer mais desconfiado), a Bianca conseguiu baixar a guarda dele.

Hoje, ele é um cão que senta e deita para esperar e relaxar, algo que eu nunca tinha visto antes da imersão. Antes, era extremamente alerta: vivia em pé e, até para dormir, se posicionava de forma que facilitasse levantar rapidamente. Agora, dorme deitado de lado, completamente relaxado.

Após a imersão, foi aprovado em duas creches. Também notei uma grande evolução nos treinos, e ele já permite uma aproximação maior de pessoas desconhecidas. Hoje, frequenta uma creche cujo manejo é feito apenas por mulheres e interage bem com outros cães, algo que, no cenário anterior, eu não conseguiria imaginar.

Vinícius Motta de Siqueira Camposno Google, março de 2026

Adotei uma cachorrinha vítima de maus tratos e a Bianca soube me orientar em todo o manejo e dessensibilização dela. Em um mês seguindo as orientações já tivemos avanços. Hoje minha cachorrinha faz as necessidades no local correto, permite que eu dê banho, brinca com brinquedos, corre e demonstra alegria. Recomendo o trabalha da Bianca, ela tem conhecimento, experiência e não recorre à violência!

Nicole Castrono Google, março de 2026

Bianca mudou a vida do Pepi e Senna. A ansiedade de separação do Senna foi muito atenuada, nunca mais tivemos reclamações de latidos e o Pepi também ficou muito mais confiante e independente. O adestramento com a matilha realmente é muito efetivo e Bianca é uma super profissional.

Luisano Google, fevereiro de 2026

Resgatamos um filhote em setembro, moramos em apartamento, e tivemos muitos problemas de comportamento com a cachorra, no sentido de roer os móveis, latir descontroladamente, a ponto de incomodar os vizinhos, comer comida que está na mesa, pular nas pessoas, fazer as necessidades em locais inadequados etc.

Ler maisMostrar menos

A situação estava muito conflituosa no ambiente familiar, pois gerava muito stress, principalmente, nos horários das refeições em família, pois acabava sendo um verdadeiro duelo. Muitos familiares e pessoas próximas insistiram que deveríamos doar a nossa cachorra devido ao dia-a-dia conturbado que acarretava. Contudo, como gostamos muito da nossa au-au, resolvemos procurar o adestramento a fim de resolver essas questões inconvenientes e, para a surpresa, encontramos a Bianca. Agendamos uma visita para fazer um primeiro contato e logo de imediato, a Bianca nos passou uma confiança muito grande no trato com nossa cachorra, algumas primeiras questões posturais e de interação já demonstraram serem eficazes naquele primeiro momento. Com isso, acabamos fechando o período de adestramento com ela, nesse interim, ela nos passava vídeos da rotina do adestramento e dicas para lidar com questões de muita ansiedade e de apelo por atenção que nossa cachorra tem. Uma recomendação que passo para quem contratar o serviço é fazer anotações de todos os áudios, pois serão inúmeras dicas valiosas e que são fáceis de se perder com tantos áudios, além de ficar um guia-rápido para lidar com qualquer questão que deixe o tutor indeciso com seu cachorro. Após o período de adestramento, nossa cachorra retornou muito mais sociável do que estava. As questões de inconveniência relatadas foram dirimidas em grande parte, outras ainda permanecem, mas dentro da normalidade esperada para um filhote. Nossa postura, pelas dicas que nos foram passadas, também, tem ajudado bastante a manter o adestramento em linha com que esperamos de um cachorro tranquilo e o dia-a-dia em família tem sido muito mais sadio. Espero que esse relato ajude muitas pessoas a acreditar que o adestramento é um serviço tão importante quanto outras questões que são impreteríveis ao pet, como a vacinação, a castração, os cuidados estéticos e de remédios que acabam gerando custos que nem sempre algumas pessoas veem como necessários por se tratar de apenas um cachorro, mas que criam enormes inconvenientes que ficam difíceis de medir com a rotina diária da família. Muito obrigado Bianca!

Fabio Vernino Google, fevereiro de 2024

Perguntas frequentes

Com qual idade o filhote para de morder?

Não existe uma idade certa. Pelo Manual Veterinário Merck, os dentes permanentes começam a aparecer por volta dos 4 a 5 meses e estão todos na boca aos 7 meses, mas a mordida de brincadeira depende também do que o filhote aprende em casa. Oferecer onde roer e brincadeiras longe da sua pele faz mais diferença do que esperar uma data.

Por que o filhote morde tanto?

Porque é com a boca que ele explora, brinca e investiga o mundo. O Merck cita roer e morder entre as queixas mais comuns da fase de filhote justamente por isso. Brincadeiras muito agitadas e falta de opções para roer costumam aumentar as mordidas nas pessoas.

Filhote que morde muito é agressivo?

Quase nunca. O manual MSD descreve a brincadeira como um comportamento normal que pode parecer briga, mas sem intenção de ameaçar ou ferir. Rosnado com o corpo duro, mordida ao ser tocado ou ao guardar comida e brinquedos já são outra história e merecem avaliação.

Posso dar bronca no filhote quando ele morde?

Não é o melhor caminho. Segundo o manual MSD, broncas e empurrões podem gerar medo do tutor e mordidas de defesa, e em alguns filhotes a reação vira parte da brincadeira. Funciona melhor parar o jogo na hora e, logo em seguida, oferecer um brinquedo.

O que dar para o filhote morder?

Brinquedos de roer resistentes, brinquedos recheados com comida e comedouros interativos, que o Merck cita como saídas seguras para a vontade de mastigar. Escolha tamanhos que ele não consiga engolir e acompanhe as primeiras vezes que ele usar cada um.

Agende uma avaliação

Conte o caso do seu cão. A Dra. Bianca responde pelo WhatsApp com os próximos passos.

Ao enviar, abrimos o WhatsApp da DogPhd com a sua mensagem pronta. Os dados não ficam guardados neste site. Veja a política de privacidade.